Saxofonista de experimentalismos Pharoah Sanders toca no Brasil

Sanders completa 70 anos no dia 13 de outubro, já tocou ao lado de muita gente importante, ficou famoso nos anos 1960, tocando free jazz ao lado de John Coltrane. Após a morte do parceiro, em 1967, ele acompanhou a víuva do saxofonista, a pianista Alice.
Estilo é menos anárquico, mas sem deixar de lado os experimentalismos, nos shows que serão realizados neste final de semana em São Paulo, ele será acompanhado por instrumentistas como Rob Mazurek e Matt Lux (ambos do Chicago Underground) e, os brasileiros Guilherme Granado e Maurício Takara.
Ferrell Sanders nasceu em Little Rock no Arkansas e começou sua carreira profissional em Oakland, Califórnia. Em 1961, já em Nova Iorque, ganhou o apelido Pharoah de Sun Ra, uma das personalidades mais excêntricas do jazz moderno. Pharoah também colaborou com outros ícones do free jazz como Don Cherry e Ornette Coleman. Ao lado de John Coltrane, alcançou notoriedade e participou de pelo menos nove de seus álbuns. Os álbuns mais famosos de Sanders foram gravados no fim dos anos 1960 e começo dos anos 1970 pela gravadora americana de jazz Impulse Records, incluindo o clássico "The Creator has a Master Plan", do álbum ”Karma” e os álbuns “Jewels of Thought”, “Deaf Dumb and Blind” e “Thembi”. .
Depois das viagens sonoras que fez ao lado de Coltrane – até hoje difíceis de entender –, o saxofonista Ferrell Sanders (Pharoah é uma corruptela que remete à palavra pharaoh, “faraó” em inglês) deu início a uma carreira pelo selo Impulse!, ícone do jazz espiritualizado e experimental, pelo qual lançou os clássicos Karma e Jewels of Thought (ambos de 1969).
Os trabalhos de Sanders buscavam a transcendência espiritual – “The Creator Has a Master Plan”, faixa de Karma, é um exemplo – e de­­­fen­­­diam a identidade negra, fazendo referências ao continente africano e à força da raça. Outros discos importantes dele se chamaram Black Unity (1971) e Africa (1987).

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