Dossiê 4: Jomard Muniz de Britto - Experimentalismo midiático antropofágico


Jomard José Muniz de Britto nasceu em Recife em 1937. Escritor, performer, agitador cultural, Integrou no Cine Clube Vigilanti Cura em Recife, escreve crônicas e ensaios sobre cinema, realizador de filmes em super-8 e de performances várias, participa intensamente da movimentação tropicalista no Nordeste nos anos 70, e professor universitário da UFPE.
Graduado em Filosofia pela Universidade do Recife. Professor Emérito da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, participante da agremiação carnavalesca “Bloco do Nada” e da Academia Livre do Picuí. Suas incursões artísticas abrangem o cinema, as artes plásticas, a poesia, o teatro, além de uma consistente produção acadêmica. Integrou a equipe inicial do Sistema Paulo Freire de Educação de Adultos na Universidade do Recife, atual UFPE e, em Pernambuco, foi uma das vozes do Movimento Tropicalista – assinando, junto com Celso Marconi e Aristides Guimarães, um histórico manifesto publicado em 1968 pelo Jornal do Commercio.Tem trabalhos publicados em jornais de grande circulação e em fanzines. Na década de 80 colaborou com o Correio das Artes do jornal A União da Paraíba. Vanguardismo e ecletismo dão um sabor especial ao caldeirão de cultura produzidos por este recifense da gema, nascido no bairro de São José e que circula pela capital pernambucana distribuindo seus panfletos-poemas que chama de Atentados Poéticos, sempre disposto a entregar-se à récita nos eventos culturais.
Como multiartista se espraia em performances poéticas participou com o poeta Miro de um recitativo na Casa das Rosas em São Paulo. Como produtor e roteirista, fez um importante registro em super-8, em parceria com Guilherme Coelho, câmera de Carlos Cordeiro com montagem e sonorização de Lima, de um dos maiores movimentos teatrais do nosso estado: o Grupo Vivencial, de Olinda, que tinha uma proposta ousada para a época, driblando as mordaças da ditadura militar. Sempre antenado e linkado no presente, Jomard hoje transita pelo vídeo digital – em parceria com Edson Vilar – e faz da internet um canal propulsor para a divulgação das suas idéias. Autor do projeto intermídia Tempos & Espaços dos Abismos e realizador de diversos vídeos performáticos.

Autor de 10 livros, muitos em parceria com ilustradores/artistas plásticos: Contradições do Homem Brasileiro (Edições Tempo Brasileiro), Do Modernismo à Bossa Nova (Ed. Civilização Brasileira), Escrevivendo (Edição do Autor), Nos Abismos da Pernambucália (Edição do Autor), Inventário de um Feudalismo Cultural (co-autoria com Sérgio Lemos, Gráfica Nordeste), Terceira Aquarela do Brasil (Ed. Comunicarte), Verbo & Imagem (co-autoria com Wills Leal e Virgínius da Gama e Melo, Ed. União), Bordel Brasilírico Bordel (Ed. Comunicarte), Arrecife de Desejo (co-autoria com João Denys, Ed. Leviatã) ,Outros Orf’eus (Ed. Blocos) e o livro CD POP Filosofia - O que é Isto?, de 1997, com textos lidos e musicados.

Filmes:
1974 - Babalorixá Mário Miranda, Maria Aparecida no Carnaval
1974 - Ensaio de Androginia
1974 -
Uma experiência didática - o corpo humano
1974 -
Infernolento
1974 - Lixo ou Lixo Cultural
1974 - Mito e Contramito da Família Pernambucanobaiana
1974 - Vivencial I
1975 -
Esses Moços, Pobres Moços
1975 - Folionas ou Paixões de Carnaval
1975 -
Recinfernália
1975 -
Toques
1976 - Copo Vazio
1976 - Palavras
1977 - Alto Nível Baixo
1977 - Discurso Classe Média
1977 - O palhaço degolado
1978 - Cheiro de Povo
1978 - Imitação da Vida
1978 - Inventário de um feudalismo cultural nordestino
1979 - Jogos frugais frutais
1979 - Jogos Labiais Libidinais
1980 -
Exercícios
1981 - Amanhecendo
1981 - 1a Exposição Internacional de Art-Door
1981 - A Lua Luta por Lula
1981 -
Noturno em Ré(cife) Maior
1982 - Olho Neles
1982 -
Outras Cenas da Vida Brasileira
1982 -
Tieta do Litoral
1982 - Esperando João
1982 -
Cidade dos Homens
1982 - Paraíba Masculina Femina Neutra

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