Paulo Bruscky (Recife PE 1949), artista plástico, prioriza as pesquisas experimentais no seu trabalho, pioneirismo da arte-xerox à ousadia da videoarte, há sempre um campo a ser explorado no fértil mundo de idéias do artista pernambucano. A partir de 1969, aumenta suas realizações no campo da arte conceitual e experimental fazendo pesquisas múltiplas que envolvem o espaço e o ambiente, em intervenções e materiais diversos, como happenings, carimbos, copy art, áudio arte etc. Desenvolve, a partir de 1970, pesquisas em copy art (eletrografia), expondo o resultado numa mostra individual na Galeria Empetur, em Recife. Em 1973 ingressa no Movimento Internacional de Arte-Correio. Através da arte correio, desde o início dos anos 70, e quando ganhei a bolsa de artes visuais da Fundação Guggenheim, em 1982, fui morar em Nova Iorque e tive contatos pessoais com alguns dos seus integrantes, como Dick Higgins , Ken Friedman e John Cage , entre outros. Posteriormente, fui residir em Amsterda...
José Agrippino de Paula(foto) (São Paulo SP 1937-2007), escritor, cineasta, roteirista e dramaturgo, deixou uma marca forte na cultura brasileira. Estreando em 1965 com o romance Lugar Público (foto) , é apontado na orelha, por Carlos Heitor Cony , como um novo criador. Nessa época mora no Rio de Janeiro, onde estuda arquitetura. Lá convive com importantes personagens da história da cultura recente, como Caetano Veloso e Rogério Duarte . Cismado com um certo localismo próximo ao CPC e com as manifestações nacionalistas e sacralizadoras, tanto da esquerda como da direita, o artista toma posição peculiar na cultura nacional. Sem moralismos, se interessa pela incipiente cultura de massas e pela vitalidade da cultura popular urbana. Esse estímulo será culturalmente importante para a obra mais comentada: o romance Panamérica. Publicado em 1967, é considerado fundamental por Mário Schenberg . A retirada da hierarquia dos códigos culturais e a apropriação pop de determinados ícones, ante...
Jorge de Lima é um dos mais ilustres representantes da moderna vanguarda literária brasileira. É autor de uma obra extensa, que atravessou diversas fases e estilos, desde sua estreia neo-parnasiana, com os XIV Alexandrinos (1914), até seu último poema épico, A Invenção de Orfeu (1952), passando pelos versos livres de A Túnica Inconsútil (1938), entre outros tantos títulos. Caracterizou-se por uma investigação incansável de temas e formas fundamentais da brasilidade, moldando-as de acordo com sua visão de mundo influenciada pela mística cristã e pelo surrealismo. A um tempo regionalista e universal, popular e erudito, clássico e moderno, o caráter multifacetado de suas criações literárias desafiam até hoje a compreensão por parte da crítica. Somem-se a isso as suas criações como artista plástico. Apesar de ser uma faceta menos conhecida do artista, ela não é menos significativa. Além de se dedicar ao desenho e à pintura, Jorge de Lima foi o primeiro artista brasileiro a produzir fot...
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